domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
The Real Deal!
Já todos nós sentimos o mundo parar, ainda que por alguns segundos só… quando numa multidão de rostos comuns, há um bem distinto que chega devagarinho, sorrindo, abre os braços e nos envolve bem no meio seu peito, fazendo-nos esquecer onde estamos, quem nos observa ou sequer o que essa gente possa pensar. Apenas um conforto enorme nos invade e alenta, um iluminar interior que por mais palavras que existam, ainda assim não o tornam passível de descrição. E ficamos ali…o mundo fica mudo, somente o som de um suspiro profundo e uma respiração quente, afagada, próxima do ouvido se fazem sentir. Não há mais nada, não há mais ninguém… de repente é como nos filmes do cinema, onde tudo é perfeito e nada parece poder correr mal… é pena que não dure para sempre, é pena que na realidade sentimos que nunca ou quase nunca acaba bem… mas ainda assim, não é tudo isto relativo?
Num determinado momento da nossa vida, podemos ver a pior catástrofe de sempre atravessar-se no nosso caminho, como uma pata gigante de elefante que nos passa por cima e deixa esmagados no chão como de um simples pedaço de plasticina se tratasse. O tempo passa e a plasticina pode ser moldada em mil e uma novas formas, coloridas e cheias de vida, e o que antes era um ogre feio e mau 'que come meninos ao pequeno-almoço', pode tornar-se numa pequena formiga que nós faz uma ou outra coceguita na barriga... até que já nem se sente. E sim, ao longo da vida vamos ser atropelados por elefantes, tractores, camiões, gigantes e tantas outras coisas…importa não esquecer que as vezes somos nós que estamos ao volante e também atropelamos alguém. E que se as lagartixas e as estrelas do mar regeneram quando lhe cortam o rabo ou uma pata, nós também o podemos fazer, basta ter força e querer, querer muito!
Let’s reborn, let's rise and shine! let’s believe in possibility, Let’s make this a better world!
Eu sei que é fácil falar, mas até eu, um peixinho que um dia virou sushi, estou a tentar acreditar que quando uma porta se fecha, uma outra janela se abrirá e deixará entrar os raios do sol de primavera e a sua brisa a poesia! Verdade seja dita, estou farta de prosa ressabiada!
Não há garantias do que pode acontecer, do que posso dar ao mundo e do que ele me pode dar a mim, mas de uma coisa posso ter a certeza, só quando estamos dispostos a tentar e escolhemos um dos caminhos da encruzilhada, sabemos onde ele irá ter, caso contrário é tudo uma questão de jogo de probabilidades que se ficam pela teoria.
Let’s get real!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Mundo Perdido

Teimosia inquieta de um simples lápis de carvão,
Vai traçando faces a uma velocidade alucinante,
Faces que caminham em traços de desespero,
Frustração, tristeza, mágoa, e dor lacerante,
Que corta e despedaça a alma do ser mais belo
Solidão que fura com as suas garras afiadas,
Se agarra e metastiza velozmente,
A cada ínfima célula que nos compõe,
Que não nos mata mas moí,
Nos apaga e faz ficar dementes.
Desinteressados no que nos rodeia,
Estado comatoso consciente,
Vazio de emoção,
Desprovido de cor,
Fruto condenado, sem semente.
É difícil ver alguém sorrir,
E isso entristece-me a alma,
Para onde foi a felicidade, o amor,
O valor das pequenas coisas boas,
A sintonia dos 5 sentidos?
Para onde caminha este Mundo perdido?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Adeus Primavera!
Já não és A agulha do palheiro,
Somente uma palha entre tantos fardos
Não há spike, strike ou bullzai,
Porque nem sequer há bola, alvo ou dardos!
Já não há banquetes de emoções,
Apenas dieta a pão e água,
Não há óasis, contos de fadas ou heroís,
Porque não há sonhos quando estou acordada;
Foram-se as flores e verdes prados,
Veio o frio e a neve,
Adeus borboletas dos ventres e formigas
Até qualquer dia!
domingo, 26 de setembro de 2010
Pedaço de Céu!
Olhei para dentro de mim como já há muito não fazia, de sorriso amarelo o conjunto de nadas outrora mais que ‘tudo’ acenou de volta. Até ali havíamos passeado de mãos dadas pela rua, vivido numa bolha longe do resto do mundo, longe de ser conto de fadas, apenas um pretérito perfeito constante e profundo. Havia varrido qualquer outro tempo verbal para debaixo da cama, para dentro do armário ou para um quarto escuro. Eufemismos à parte e dei por mim no interior de um cubo de ‘rubik’ completamente desalinhado, uma cela de paredes invisíveis onde o sol nasce por detrás de grades feias e sombrias na esperança de um gesto de liberdade.
Um 'tic tac' desesperado de um relógio de cabeceira ecoa tortuosamente no interior da nossa cabeça, lembrando-nos que o tempo não pára. Depois de uma Primavera cheia de tardes de aromas florais, um Verão quente e vivo, um Outono arrefecido e um Inverno que traz na manga dilúvios e furacões!Se não nos protegermos devidamente o caos apodera-se de nós! Viver numa estação que já terminou, por mais apelativo que seja, traz consequências avassaladoras.Sortudos os dos países tropicais !
A nostalgia cega os seus enamorados, fá-los esquecer da lua e das estrelas só porque passam a noite demasiado ocupados com lágrimas e lamurias de um sol que se escondeu entre as colinas. Há muito mais por aí do que possamos imaginar, quantos planetas, galáxias e seres mágicos envolventes! Um mundo inteiro fora da nossa janela, uma brisa suave que traz um aroma doce nos seus cabelos e nos sussurra esperança ao ouvido.
Toda a gente fala de mudança, de um novo dia, da necessidade de explorar novos caminhos, de deixar para trás memórias e enterrar o baú de recordações bem fundo. Porque o ser humano teima em guardar só o que é bom de guardar, não se torna tarefa fácil. É preciso guardar também as coisas más, não para sofrer de novo mas para ser capaz de perceber que já se sofreu o suficiente! É preciso tentar! É preciso criar, crescer, amplificar e guardar novas coisas dentro de nós, fazer mais e maior, ser mais e melhor, voar livre e quem sabe mais longe e mais alto!
Acreditava que cada pessoa tinha uma espécie de luz dentro de si, aquela luz que faz de alguém um ser especial,diferente! Hoje não sei se extinguiu ou se simplesmente já há quem nasça sem ela…Tudo o que sei e apenas por agora é que quero acreditar que ainda há alguém por aí que a guardou bem no fundo dentro de si e tem o suficiente para poder partilha-la =)
sábado, 3 de julho de 2010
Confissões de uma alma perdida!
Durante muito tempo fui caminhando de cabeça baixa, olhar perdido entre memórias distantes que teimava em avivar. Ilusão, foi apenas o que restou, camuflara-se insolentemente sobre a forma de esperança. Passeava-se vezes sem conta em frente dos meus olhos vidrados, vaidosa do seu efeito hipnotizante no mais profundo do meu ser. Até que um dia, dia esse que poderia ser igual a tantos outros, a ilusão fez mais que balançar-se diante de mim e abraçou-me novamente nos seus braços fortes fazendo-me sentir segura e levando-me a crer que se tratava de algo mais. Na realidade ela era a mesma de outrora, aquela que eu já havia conhecido e prometido a mim mesma não mais voltar a encontrar. Bastara apenas um anzol, uma pequena minhoca indefesa como isca para que fosse pescada feita peixe imbecil!! Como qualquer outro disfarce ou fantasia, na verdade, a verdade acaba sempre por dar a cara e vir ao de cima, ainda que tarde, tem necessidade de abastecer as botijas de oxigénio à superfície do vasto mar que nos acolhe a alma. Chamo-lhe mar não com o intuito embelezar esta modesta confissão, apesar da sua beleza indiscutível e calma aparente que é capaz de nos transmitir, acolhe nas suas profundezas inúmeros segredos, tal e qual como a alma.
De nada me vale culpar o pescador, muito menos a pobre minhoca… aquele pequeno peixe poderia simplesmente continuar a nadar sem parar para contemplar o que aparentava ser um presente de Neptuno. O peixe em questão virou sushi, sem direito a final feliz, pelo menos para ele, certamente muito mais feliz foi quem saboreou a refeição.
Se lhe fosse dada uma nova oportunidade e aquele o peixe pudesse voltar a viver, ele saberia agora não mais poder voltar a cair no mesmo erro, caso reencarna-se sob a forma de pássaro, saberia ainda que apesar de não existirem anzóis ou tubarões no céu, há águias e outros perigos!
De hoje em diante, caminharei de cabeça erguida encarando o céu de sorriso nos lábios! Que apenas os raios de sol me iluminem o rosto, os demais atingirão o escudo que coloquei em frente ao peito!
É uma promessa :)