sábado, 3 de outubro de 2009

Laços



Laços, difícil de entender ou explicar…

Vão e voltam

Por entre o tempo, alguns vão mesmo sumindo,

Amarram-nos,

Escondidos sob formas quentes que atraem,

Desfazem-se depois aos poucos,

Mostrando-se escuros e frios!

Seguimos por fim, conformados

Em barcos de velas brancas erguidas,

Rumo, direcção ao esquecimento,

São laços naturalmente perdidos,

Sem mais valor ou dignos de recordar,

Os verdadeiros, são mais bonitos,

Atam-se com nós de marinheiro

Com cordas que nos fazem sonhar

domingo, 27 de setembro de 2009

Nu e cru!

Parece que giro ao contrário,

Ando da frente para trás,

Tudo é contraditório,

Tudo se torna fugaz,

O bem deixou-se vencer pelo mal,

O mar ficou doce,

Os peixes morreram com falta de sal,

E o resto do mundo age como se nada fosse!

Tudo parece ser surreal,

Beijei um príncipe que se transformou num sapo,

É triste, mas real...

Já não há cavalheiros,

Vieram do faroeste e vieram para ficar,

Ah, esses malditos estrangeiros,

Cowboys, que tomaram o seu lugar,

sábado, 26 de setembro de 2009

Um tanto ou quanto atarantada!

Não sei bem como pensar ou sequer reagir, não compreendo o agora, muito menos o que vem a seguir, apenas sei o que é suposto fazer!
Assusta-me a quantidade de emoções que sou capaz de experimentar num tão curto espaço de tempo, mais ainda o meu Eu interior depender de tantos factores externos.
Já pensei demais, já agi de menos, já pensei menos, de menos, já agi mais, demais... Já vi tudo e todos sempre com um pé atrás, já confiei, já vi demais e já me fiz de desentendida, já tive guerra, já tive paz. Já sorri e fui feliz, já chorei e fui o ser mais infeliz, já esperei e perdi a paciência, já fui paciente e tive alguma recompensa.Já me desiludiram, já desiludi, já me calei e já falei demais , já cruzei os braços, já pus mãos à obra. Já tive medo, já fui corajosa, já tropecei nas pedras da calçada, caí e levantei-me de cabeça erguida, já caí e fiquei imóvel,no chão, estendida. Já segui caminhos mais longos e enfrentei obstáculos,já lhes fugi e tomei atalhos. Já vi coisas que não existiam, já fui cega ao ponto de não ver o óbvio, já me perdi e continuei perdida, já me perdi e encontrei uma saída.Já amei e fui amada, já manipulei, já me senti usada, já odiei e fui odiada. Já fui um poço de egoísmo, já fui uma fonte de altruísmo, já gritei de entusiasmo e estremeci de aflição. Já engoli muitos sapos, já deixei o orgulho ser mais forte, já rejeitei e fui rejeitada. Já parti o coração e já tive corações nas mãos, já ouvi a razão, já a pus de lado e dei ouvidos ao coração. Já escutei o que nunca quis ouvir e já disse o que não sentia ou queria dizer. Já fui adulta, já fui criança, já fui criança como gente grande. Já sonhei e já tranquei os sonhos no escuro, já fui arco-íris e já vivi a preto e branco...
Sinto que ainda não encontrei o peso certo para equilibrar os pratos da balança, continuo a faze-la oscilar entre o muito e o pouco, o bom e o mau, o tudo e o nada!
Espero um dia ser melhor do que tudo aquilo que já fui, ser aquilo que quero e realmente devo ser!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O sol a lua e a estrela!


São para lá de especiais, absolutamente ESPACIAIS!
A estrela e a lua, vieram ter comigo no dia que foi a noite mais escura,
Perguntaram (tristemente) porque parei de brilhar,
-Um buraco negro engoliu-me os raios - desculpei-me, baixando os olhos
-Venha o que vier, tempestade, planetas, asteróides, meteoros, meteoritos, buracos negros ou cometas!Não deixes que as flores murchem, não seques a vida , nunca pares de brilhar! – replicou a lua em quarto crescente
-Juntos, tudo fica mais fácil! Juntos, somos mais fortes que qualquer contratempo! Vamos pintar o Mundo de mil cores, vamos enche-lo de Vida em todos, todos os momentos!- argumentou a estrela enchendo-se de luz!
-E até quando tudo parece não ter solução e nada mais fazer qualquer sentido, estamos sempre, sempre ao teu lado, por mais que te sintas perdido!- disse a lua cheia
-Abre os olhos, olha à tua volta, mas olha com olhos de ver!
-Estamos aqui não estamos ?- replicaram num uníssono galáctico,

E então ergui a cabeça, sorri e disse – Estão sempre aqui! Obrigada!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Monstro Mau

Não mata mas mói!
Paralisa e de vez em quando dói mais!
Dá um nó na garganta e invade os sonhos sem pedir autorização
Rouba os sorrisos, esmaga o peito sem dó,
Esconde a alma entre a escuridão!
Vai-te ó monstro mau!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A sorrir devoramos o Mundo!

Mesmo quando o Mundo parece desabar e nada mais fazer sentido, quando a cabeça pesa tanto que não dá para levantar e os olhos se esforçam para não ficarem molhados, mesmo quando a teimosia se apodera da razão e faz do coração um cego, ferido, mesmo quando tudo parece ter-se perdido, a sorrir devoramos o Mundo!

sábado, 11 de abril de 2009

Dizem que o tempo cura!

"O tempo nem sempre cura qualquer dor, e as vezes custa arrancar, muralhas erguidas a volta do peito, que não deixam partir nem deixam chegar!"