segunda-feira, 29 de março de 2010

Peter Pan


Vim num sussurro do vento,
Pousei na pétala de uma flor,
Senti o toque do teu cheiro,
Reguei e colhi o nosso amor

No calor dos teus braços,
Embalei-me ao som da lua,
Entre troca de olhares cúmplices,
Pus a minha mão sobre a tua

Fizeste parar ali o tempo,
O tempo olhou para nós,
E bem baixinho, disseste-me ao ouvido,
-Sininho, ao teu lado o Paraíso é um menino!

Para sempre o teu Peter Pan!

domingo, 14 de março de 2010

Um dia vou a Marte



Um dia vou pilotar um avião,

Olhas para o céu,

E és nuvem só para me ver passar.


Um dia escrevo um livro e ganho um Nobel,

Faço de ti herói,

Espalhas o bem e prendes os vilões.


Um dia faço uma droga e dou-lhe o teu nome,

Curas tudo que dói,

Trazes de volta os sorrisos perdidos.


Um dia faço um castelo de sonhos,

Reino de olhos fechados,

Faço de ti meu príncipe encantado.


Um dia dedico-te uma canção de amor,

Sobes comigo ao palco,

E cantamos junto o refrão.


Um dia dou-te uma estrela,

Não brilha como tu,

Mas ilumina-me o caminho para te encontrar!


Um dia vou a Marte

E tu a mim também!

terça-feira, 9 de março de 2010

Balança para cá e para lá!

"Adoro quando te deixas levar assim
Fechas os olhos e danças só para mim
Uma dança tua
Mistura de não vem que não tem
Com um sorriso porém que me diz que o teu desdém
É só a manhã de alguém
Que diz que vai mas que vem
Me engana que eu gosto" :)


Balancê, Sara Tavares

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Para lá da Realidade


Fugimos para longe do olhar altivo do Mundo,
Do caos,medo,inveja e maldade,
Entrámos num sono de sonho profundo,
Tornado realidade ao acordar,

Num lugar próximo da mais pura perfeição ,
A fantasia envolve a realidade num abraço apertado,
De olhos fechados estende , sem medo, a mão,
Revelando o maior segredo da humanidade,

Entre o brilho das estrelas e o luar,
Aí, onde a felicidade é rainha,
Veio de longe, trouxe consigo a força do mar,
Reunindo a natureza em perfeita harmonia.

Já imaginas-te?!Tu e eu ali…

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Olhos de ver


Já me cairam em cima pedaços de céu,

E já voei mais alto que um condor,

Já perdi tudo aquilo que julgava ser meu,

Mas já ganhei muito mais do que as palavras podem dizer,

Já cheguei de olhos fechados,

fiz força e abri-os num esgar,

olhei e só então depois vi,

O que quero agora?!

Para onde vou a seguir?!

Não sei…

Sigo sem rumo, remo ao sabor do vento,

De costas voltadas à dor e qualquer ressentimento,

Guardo no peito, aquilo que é bom de guardar,

Porque sei que só vou encontrar o que procuro,

Quando o deixar de procurar.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sinto-te com todos os sentidos


Desejo-te mais que Eva o fruto proibido,
Vejo-te até de olhos fechados ,
Ouço-te entre tempestades e raios que Zeus lançou,
Sinto-te mesmo quando a distância que nos separa é maior que um passo de corrida de Adamastor

Riscos e Rabiscos


Rabisco vorazmente a folha de papel de um branco outrora tão puro, quase comparável a uma virgem de olhar inocente e sonhos que só existem nas fábulas e mundos de encantar ,onde a Leopoldina diz haver reis, princesas, dragões, heróis de banda desenhada e outras personagens engraçadas como o Sreck e o Burro , uso apenas o meu lápis de carvão, vou dando forma numa policromia que preenche o meu mundo, que é como quem diz o papel, apenas a preto e branco, criando figuras, objectivas ou mais esbatidas e confusas, ausentes de significado ou exponencialmente significativas no que toca a possibilidade de pluralismo interpretativo, vou esborratando tudo porque faço uso recorrente a uma borracha manhosa, que sempre que apaga deixa marcas inconfundíveis, mostrando-me que não posso apagar tudo o que quero, e escrever de novo sobre a folha de papel inconfundivelmente limpa, que as coisas deixam raízes com profundidade e extensão variável, cabe a mim saber se alimento as raízes para que a árvore cresça saudável e dê frutos ou se as deixo secar e a faço morrer num sofrimento cruelmente lento e doloroso, posso sempre tentar encontrar uma borracha com goma de melhor qualidade mas teria que analisar igualmente a composição do papel, a sua origem, proveio de uma árvore de estrutura forte ou de uma ténue sem equilíbrio aparente, da sua interacção com a grafite do meu lápis de carvão, cabe a mim concluir que uma variável só não chega, é preciso um ‘n’ suficientemente grande , uma boa recolha de amostras livre de erros pragmáticos, e um bom intervalo de segurança, no que toca a papel , riscos e rabiscos sou um desastre!